Bananas que eu escrevo o que me cai na cabeça

Chega-se ao pé de mim de tão perto que somo.
Escrevi isto porque foram umas palavras,
que fui buscar ao acaso. Juro,
não têm qualquer tipo de propósito.

Não é comum escrever desta maneira.
Não tinha absolutamente nada,
nada para dizer. E sou aprendiz no silêncio.
Achei que o melhor era escrever mesmo assim.

É o que estou a fazer. 
Assim mesmo.
Estou a escrever em quadras.
A forma vem ao de cima.

A forma e as ideias.
Já estou para aqui a dizer alguma merda.
São as ideias e as formas.
Colam-se a nós e nem com a escova de arame.

Já estou a tentar dizer qualquer coisa de novo.
A cabo de um vagão sem destino terrestre
Boa. Ás vezes para adormecer faço isto.
Digo palavras ao acaso.

Estou preocupado sem razões sabem?
Se ao menos inventasse uma ou duas.
Inventar razões não me parece nada cientifico.

Que se foda a ciência. 
Antes pelo menos reconhecíamos não haver nada a fazer.
Agora não se aceita a implacabilidade desta coisa.

Estava a ir tão bem. 
Tenho de meditar mais.
É cientifico que produz efeito.

Mas vou acabar como comecei.
Nem que seja no último verso.
Bananas. 

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