Conto das ilhas por conhecer

Já o avô do avô do Homem tinha realizado este feito. O de ir à porta (que agora já não é porta) dos pedidos ao rei (que também já não se chama rei, hoje parece mal) e exigir um barco. Aparentemente estava no sangue destes homens, ou tornou-se uma tradição familiar. O rei abriu a porta de sorriso na cara explicando logo que os barcos são dele e não os dá, Mais lhes pertencerás tu a eles do que eles a ti, Que queres dizer, perguntou o rei divertido, que tu sem eles és nada, e eles, sem ti, poderão sempre navegar, Navegam sozinhos os barcos agora é? A discussão não durou muito mais, afinal desta vez, ao contrário do que acontecera nas gerações anteriores, o povo ficara em casa. Talvez já tivesse farto de assistir a esta cena. Não há barco para ninguém, disse o Rei, se quiser dirija-se a um banco e peça dinheiro emprestado para o comprar. O que o homem não sabia, é que este Rei já sabia que as pessoas já não sabem navegar barcos, e os poucos que sabem têm medo do mar.

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